Na manhã dessa segunda-feira, 9, a equipe do O POVO esteve no local e constatou que, mesmo no mormaço de um meio-dia ensolarado, a água acumulada estava longe de secar ou escoar.
Com o acúmulo na parte mais baixa da passagem — agravado por desníveis no piso formados ao longo dos anos —, os motoristas que seguem ou vêm da rua Presidente Vargas enfrentam receio e dificuldades para atravessar o túnel, correndo o risco de ter água entrando no veículo.
Com medo de quedas, os motociclistas que se arriscam a passar pelo trecho precisam reduzir a velocidade. Muitos também passam com as pernas levantadas, evitando apoiar os pés nos pedais da moto para que roupas e sapatos não entrem em contato com a água escura.
Para evitar o trecho mais profundo, motociclistas e ciclistas passaram a utilizar a passagem destinada a pedestres, localizada na lateral do túnel e cercada por gradil. O espaço também apresenta pontos de alagamento, embora em menor nível por estar em uma área mais elevada.
Com o intenso fluxo de travessias, a situação torna-se ainda mais complicada para quem precisa atravessar a pé. Pais com crianças pequenas e estudantes de escolas próximas, por exemplo, acabam dividindo o espaço com motos e bicicletas e ainda ficam expostos aos jatos de água levantados pelos carros que passam pela via.
Morador da região, Haroldo Barbosa explica que o túnel é uma ligação importante entre os bairros e também serve como acesso para quem utiliza o metrô. Segundo ele, a situação já havia ocorrido no ano passado.
“Ele ficou mais de uma semana nessa situação. Na época, o Metrofor disse que o problema tinha acontecido porque alguém fez uma ligação clandestina na galeria. Era algo que deveria ter sido resolvido no ano passado, mas este ano está muito pior”, relata.
Ele afirma ainda que algumas tentativas de solução foram feitas no início de 2026. “Quando alagou pela primeira vez, em janeiro, chegaram a desobstruir. Depois, quando alagou novamente em fevereiro, colocaram um carro tipo limpa-fossa, mas não resolveu. E, depois disso, não fizeram mais nada”, diz o morador.