O novo procurador-geral de Justiça do Ceará, Herbet Gonçalves, afirmou que o avanço da violência no Estado não pode ser atribuído ao governo estadual ou a autoridades específicas. A declaração foi feita durante entrevista à rádio O POVO CBN Cariri, na última sexta-feira, 16, em que o chefe do Ministério Público do Ceará (MPCE) destacou que o crescimento das organizações criminosas é um problema nacional.
Segundo Herbet Gonçalves, as facções criminosas surgiram inicialmente em estados como São Paulo e Rio de Janeiro e, ao longo dos anos, se ramificaram por todo o País. “Não é um problema apenas do estado do Ceará, é um problema de todo o Nordeste, de todo o Norte do país e por que não de todo o Brasil”, afirmou. Para ele, o Ceará vive hoje os reflexos desse processo de expansão das facções, que atuam de forma descentralizada.
Na entrevista, o procurador-geral elogiou o trabalho da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS), ressaltando que o órgão tem atuado com firmeza e eficiência no enfrentamento ao crime organizado. Ele destacou ainda que o Ministério Público segue no mesmo rumo, adotando medidas estruturais para fortalecer as investigações.
Entre as principais ações anunciadas está a criação e a regionalização dos Grupos de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). O Gaeco Central continuará sediado em Fortaleza, com atuação na Capital e Região Metropolitana. Além disso, foram criados novos núcleos no interior do Estado: o Gaeco Norte, com sede em Sobral, que atenderá o Litoral Norte e a Serra da Ibiapaba; e o Gaeco Sul, sediado em Juazeiro do Norte, que abrangerá a região do Cariri e também o Centro-Sul, incluindo Iguatu.
Herbet ressaltou que os novos núcleos são pontos estratégicos para esse tipo de investigação e o enfrentamento do crime organizado. “A partir do momento que nós descentralizamos as investigações, nós teremos um maior poder de fogo, uma maior eficiência e com certeza teremos investigações mais profundas e mais detalhadas”, afirmou.







