O Ministério Público do Ceará abriu investigação para apurar atuação de facções criminosas nas eleições de 2026 em Forquilha, no interior do Ceará. O procedimento foi instaurado na sexta-feira (28), pela 3ª Promotoria Eleitoral de Fortaleza, após denúncia apresentada pelo prefeito do município, Edinardo Rodrigues.
A apuração foi formalizada pelo promotor eleitoral Igor Pinheiro, por meio da Portaria nº 0003/2026/P3ªZEFOR. O objetivo é verificar se integrantes de uma organização criminosa ameaçaram candidatos e agentes políticos e tentaram interferir na realização de atividades de campanha.
Segundo o Ministério Público, se confirmadas, as atividades criminosas afetam a liberdade de propaganda eleitoral, a igualdade entre os candidatos e o direito de escolha dos eleitores.
Pedágio eleitoral
A investigação ocorre em meio a uma série de denúncias sobre a presença do crime organizado na disputa eleitoral em Forquilha. Investigações da Polícia Civil do Ceará apontam que integrantes do Comando Vermelho (CV) teriam exigido valores de candidatos para permitir a realização de atos políticos em áreas sob influência do grupo.
A cobrança de “pedágio eleitoral” poderia chegar a R$ 200 mil. A suspeita é de que candidatos fossem impedidos de fazer carreatas, comícios, utilizar carros de som ou instalar bandeiras sem uma autorização prévia do grupo criminoso Comando Vermelho.
Segundo a Polícia Civil, suspeitos teriam monitorado candidatos e pessoas ligadas à política local, enquanto ordens para a cobrança de dinheiro partiriam de uma liderança do grupo que estaria na favela da Rocinha, no Rio de Janeiro.
Um dos episódios investigados envolveu a vandalização de estruturas montadas para um evento político na Praça Juarez Júnior, no bairro Edmundo Rodrigues, após a recusa em atender às exigências atribuídas aos criminosos.







