O Ministério Público Eleitoral pediu a impugnação da candidatura à reeleição do deputado estadual Renato Machado (PT-RJ), acusado pelo órgão de ser líder de uma “narcomilícia” com atuação em Maricá, no Rio de Janeiro, município considerado seu principal reduto eleitoral.

O pedido foi apresentado em agosto e sustenta que um grupo armado, ligado ao Terceiro Comando Puro (TCP), seria “capitaneado’ pelo parlamentar. De acordo com o MP Eleitoral, a liderança operacional da organização estaria nas mãos de Rodrigo José Barbosa da Silva, conhecido como Rodrigo Negão, descrito como o “principal aliado e braço armado” de Renato Machado.

Segundo a acusação, o grupo estaria envolvido na exploração clandestina de serviços de internet e televisão a cabo, além do comércio ilegal de cigarros e drogas. A suposta ligação com o TCP estaria relacionada justamente à atuação no tráfico de entorpecentes.

O MP Eleitoral afirma ainda que a organização teria como método a execução de pessoas que se colocassem contra seus interesses. Entre os episódios mencionados está o assassinato do jornalista Robson Giorno, morto em Maricá em 2019.

Renato Machado chegou a ser denunciado em 2024 pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), acusado de ser o mandante da morte do jornalista. A Justiça, entretanto, entendeu que não havia provas suficientes para sustentar a acusação contra o deputado.

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