O vereador Senival Moura (PT) foi preso na manhã desta quarta-feira, 28, durante a nova fase da Operação Última Parada. O Departamento Estadual de Investigações Criminais cumpriu a ordem judicial na capital paulista. A investigação apura um esquema de lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC) na empresa de ônibus Transunião. Esta é a segunda vez que a polícia detém o parlamentar no mesmo caso.
A primeira prisão ocorreu em 25 de junho. O Tribunal de Justiça de São Paulo soltou o vereador em 5 de agosto. A nova detenção ocorreu depois de a Polícia Civil e o Ministério Público de São Paulo entregarem o relatório final à Justiça. Outros seis investigados são alvos da operação.
A Justiça decretou a prisão preventiva do vereador e de outros quatro suspeitos. A polícia considera foragidos dois homens apontados como integrantes do esquema. A Operação Última Parada começou em junho para apurar a infiltração da facção criminosa no transporte público da capital paulista.
Segundo o relatório final do inquérito, o vereador atuava nos bastidores da Transunião. A polícia o aponta como responsável por abrir as portas da empresa para o PCC e por participar da lavagem de dinheiro. Senival não ocupava cargo formal na companhia, mas exercia forte influência sobre as atividades.
A empresa recebeu R$ 182 milhões da Prefeitura de São Paulo entre janeiro e maio deste ano. A Justiça determinou o bloqueio de R$ 194 milhões ligados ao esquema. O caso segue em investigação.
O advogado do parlamentar, Marcio Sayeg, contestou a nova ordem judicial. Ele afirmou que a prisão preventiva não tem base concreta e representa uma antecipação de pena. “A prisão preventiva não pode decorrer de meras ilações”, declarou a defesa. Os advogados vão recorrer para tentar derrubar a decisão.
Senival Moura cumpre o sexto mandato na Câmara Municipal de São Paulo. Na primeira prisão, em junho, ele pediu afastamento do Partido dos Trabalhadores. A legenda ainda não se manifestou sobre a nova detenção. O partido não informou se abrirá processo disciplinar contra o parlamentar.







