A Polícia Federal deflagrou, na quinta-feira (24), a Operação Mordaça, que investiga o prefeito de Jaguaretama, Dr. Marcos Cunha (PSB), e o ex-prefeito Glairton Cunha, atual assessor especial do Governo Elmano de Freitas (PT). A defesa dos dois confirmou ao O Otimista que eles são representados na investigação.

As buscas ocorreram nas residências de Marcos Cunha e Glairton Cunha e também na sede da Prefeitura de Jaguaretama, na Secretaria Municipal de Educação e na Câmara Municipal. Ao todo, foram cumpridos 16 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE).

Segundo a Polícia Federal, a operação apura, em tese, coação eleitoral, uso indevido de bens e serviços públicos em campanha e indícios de peculato. A investigação foi instaurada a partir de provocação do Ministério Público Eleitoral.

De acordo com a PF, as apurações apontam que agentes públicos municipais teriam utilizado a estrutura administrativa em benefício de atividades político-partidárias. Durante as diligências, foram apreendidos aparelhos eletrônicos, documentos e registros audiovisuais.

Defesa contesta investigação

Em nota ao O Otimista, o advogado José Aleixon Moreira de Freitas, que representa Dr. Marcos Cunha e Glairton Cunha, afirma que a operação não apura atos de gestão ou irregularidades administrativas.

Segundo o advogado, a investigação tem “natureza exclusivamente eleitoral” e está relacionada a um episódio ocorrido durante a pré-campanha, em um evento realizado em clube particular e fora do horário de expediente.

“Na ocasião, um dos participantes, ao utilizar o microfone, pode ter se excedido em suas palavras. Contudo, não há comprovação de qualquer ato de coação eleitoral praticado ou determinado pelos gestores”, explica a defesa.

O advogado também garante que acompanhará o andamento das investigações e que demonstrará, no curso do procedimento, “a inocência dos representados”.

Secretaria de Educação nega buscas

Embora a Secretaria Municipal de Educação tenha sido apontada pela PF entre os locais das diligências, a pasta negou ter sido alvo de buscas.

“Não. A Secretaria de Educação não foi citada. Bem como não houve busca e apreensão em suas dependências”, informou a Secretaria ao O Otimista.

A Câmara Municipal de Jaguaretama também foi procurada para informar se algum vereador ou servidor da Casa é mencionado na investigação e qual é o posicionamento do Legislativo sobre a operação. Até o fechamento da matéria, não houve resposta.

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