O número de famílias brasileiras com dívidas alcançou 81,6% em maio, número que marca o maior índice desde o início da série histórica, em 2015. Esse dado está disponível na Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor, da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), divulgada nesta quarta-feira, 10.

O porcentual representa famílias que possuem compromissos financeiros ainda a vencer. Entre eles, cartão de crédito, cheque especial, carnês de loja, crédito consignado, empréstimos pessoais, cheques pré-datados e parcelas de veículos ou imóveis.

O cartão de crédito segue sendo o principal recurso utilizado pelos endividados, presente em 84,6% das famílias. Os carnês de loja aparecem em segundo, com 16,1%, seguido do crédito pessoal, com 13,1%.

A CNC informou, em nota, que “o dado reforça o alerta vermelho na economia pelo fato de o cartão carregar a taxa de juros mais elevada do mercado: 428,3% ao ano no crédito rotativo”

O presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, tratou que “essa sequência de aumentos atinge, principalmente, as famílias de menor poder aquisitivo, pela exposição às taxas decorrentes de atrasos nos pagamentos. “É preciso garantir que o consumidor possa renegociar essas dívidas e recuperar seu fôlego financeiro”, opinou.

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