Em uma conversa direta sobre a grave situação da segurança pública no Ceará, a deputada federal Dayany Bittencourt (União-CE), o presidente da Federação União Progressista, Capitão Wagner, e o ex-governador Ciro Gomes reforçaram a urgência de medidas concretas para enfrentar o avanço da violência contra a mulher no estado.
Durante o encontro, Dayany destacou que o momento é preocupante e exige mais do que discursos ou leis que não saem do papel. Segundo a parlamentar, é preciso garantir que a proteção chegue de fato a quem mais precisa, especialmente às mulheres que vivem no interior e enfrentam dificuldades até para denunciar.
Com mais de dez projetos de lei apresentados voltados à proteção feminina e ao combate à violência doméstica, Dayany afirmou que seu mandato tem buscado fortalecer a legislação, mas alertou que isso, sozinho, não resolve o problema sem uma estrutura eficiente por parte do poder público.
“A violência contra a mulher no Ceará chegou a um nível insustentável. Como parlamentar, tenho trabalhado para criar leis mais duras, que punam os agressores e protejam as vítimas. Mas a verdade é que só a lei não basta. É preciso ter governo presente, delegacias funcionando, rede de apoio e inteligência para agir antes que a tragédia aconteça”, afirmou.
Ao comentar a atuação da deputada Dayany, Ciro Gomes ressaltou a importância de transformar esse debate em ação concreta. Para ele, aprovar leis é importante, mas o que realmente faz diferença é a presença do Estado onde a mulher mais precisa de proteção, principalmente nos municípios menores.
A avaliação dos três é de que o Ceará precisa reagir com firmeza. O fortalecimento da inteligência policial, a ampliação das ações preventivas e a presença efetiva do poder público são caminhos indispensáveis para conter os números alarmantes da violência de gênero. Nesse esforço, o trabalho legislativo de Dayany, somado à experiência de Capitão Wagner e à proposta de uma gestão firme liderada por Ciro Gomes, é apresentado como parte de uma resposta concreta para mudar essa realidade.






