Telhados quebrados e estilhaços no quintal de casa. Moradores de diversos bairros de Fortaleza se depararam com essa cena nos últimos dias, após sofrerem diretamente consequências de ataques da facção criminosa carioca Comando Vermelho (CV). As ações criminosas tinham como alvos territórios em que ainda são controlados por integrantes do grupo rival Massa/Tudo Neutro (TDN).
Moradores dos bairros Passaré, José de Alencar, Curió e Barroso foram surpreendidos por bombas arremessadas com o auxílio de drones. O Diário do Nordeste teve acesso a documentos nos quais constam que, em uma semana, a Polícia Civil do Ceará (PCCE) registrou pelo menos quatro ocorrências com o mesmo ‘modus operandi’.
Três suspeitos pelos crimes foram presos em flagrante nessa terça-feira (14). Jhoaly Sousa Nunes, Isadora Inácio Pereira e Anna Kelly Ferreira da Silva foram flagrados em posse de armas de fogo de calibre restrito e explosivos. As defesas dos investigados não foram localizadas pela reportagem.
Policiais monitoravam a região da ‘Comunidade ‘Gereba’ após os crimes mais recentes e informações que a região está “sob influência da organização criminosa Comando Vermelho”. Havia a informação de que novos atentados estavam sendo planejados.
Quando chegaram ao local, os PMs avistaram a decolagem de um drone: “neste momento, as equipes avançaram em direção a um terreno localizado por trás da residência suspeita, ocasião em que três indivíduos empreenderam fuga, sendo possível capturar um deles”.
O primeiro a ser preso foi Jhoaly. O suspeito estavam com uma arma. Ele teria confessado que havia mais armas e equipamentos em uma residência.
As diligências continuaram até as autoridades chegarem às duas mulheres. No imóvel foram apreendidas mais quatro armas de fogo, três drones, um colete balístico, 110 munições de diversos calibres e rádios comunicadores.]
“Ressalte-se que a localidade onde ocorreram as diligências é de difícil acesso, composta por becos estreitos e atravessada por um córrego, circunstância que evidencia a complexidade da ação policial e o grau de organização dos envolvidos”







