As aulas na Escola de Ensino Médio em Tempo Integral (EEMTI) Estado do Maranhão, no bairro Mondubim, em Fortaleza, estão sendo cercadas por medo. Isso porque desde a semana passada, casos de assassinato, tiroteios e intimidação promovidos por facções criminosas têm sido registrados nos arredores e até mesmo na porta da unidade de ensino. “As famílias disseram que não iam mandar os alunos porque estão com medo, os professores estão vindo por obrigação, mas o clima é de tensão e medo, porque pelo o que está se desenhando e a situação geral do estado do Ceará, a leitura que todo mundo está fazendo é de que vai piorar”, afirma um membro do quadro docente da escola, que optou por não se identificar.

Tudo começou na quinta-feira, 2, quando um ex-aluno da instituição foi morto no quarteirão da escola. A execução teria sido cometida por membros de uma organização criminosa atuante no bairro, que apontavam a vítima como “laranja” de um grupo rival.

Até então, a sensação de insegurança era “indireta”, já que nenhum ataque direto à escola havia sido realizado. O cenário mudou na terça-feira dessa semana, 7, quando dois homens passaram em uma moto efetuando disparos para cima e gritando “aqui quem manda é o crime”.

A cena foi presenciada por diversos pais, que aguardavam do lado de fora para levarem os filhos para casa. Desde então, a frequência na escola tem diminuído, levando até à suspensão das aulas durante o horário da tarde na quinta e sexta-feira.

Essa não é a primeira vez que a EEMTI Estado do Maranhão é alvo de criminosos. Em abril deste ano, a instituição recebeu ligações onde um homem afirmava fazer parte de uma nova facção que estaria dominando o bairro e cobrava R$ 2.500 para permitir o funcionamento da escola.

O suspeito fez ameaças contra o corpo docente, afirmando que caso o valor não fosse pago, os professores poderiam ter seus carros roubados ou até mesmo a escola ser invadida.

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