Os Correios vão gastar aproximadamente R$ 200 milhões para pagar um benefício de fim de ano de R$ 2.500 para cada um dos seus 84.700 funcionários. O nome do pagamento extra é chamado pela estatal de “vale peru”, em alusão ao prato consumido no Natal. O beneficio foi negociado pelo sindicato que representa os empregados da empresa na convenção coletiva deste ano de 2024.
O comunicado a respeito do “vale-peru a caminho” foi enviado em 10 de dezembro de 2024, cerca de 2 meses depois de a empresa informar internamente que suspenderia novas contratações e estabeleceria um teto de gastos para “evitar que a empresa entre em estado de insolvência”.
Os Correios têm 84.700 empregados. Segundo o ACT (Acordo Coletivo de Trabalho), o benefício será pago a todos os empregados em duas parcelas. A 1ª em dezembro (que também podia ser antecipada para setembro, a pedido do funcionário) e a 2ª no 5º dia útil de janeiro de 2025.
O “vale peru” deixou de ser pago em 2020, durante a gestão do general Floriano Peixoto (2019-2022). À época, foi feito um acordo com os funcionários via TST (Tribunal Superior do Trabalho) e o pagamento foi interrompido. Na última vez que o vale foi pago, o valor era R$ 1.000.
A volta do benefício e sua ampliação foi acertada em 2024 entre a atual gestão dos Correios, liderada por Fabiano dos Santos Silva, e o Sintect (Sindicato dos Trabalhadores na Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos).