Romeu Zema (Novo-MG) está perto de desistir da disputa pela Presidência da República para apoiar Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ainda no primeiro turno das eleições.

Conforme apurou Oeste, o Novo deve decidir até a próxima segunda-feira, 28, se mantém a candidatura do ex-governador de Minas Gerais ao Planalto. A saída de Zema é tratada como o cenário mais provável, mas a decisão ainda depende do resultado das próximas pesquisas internas do Novo e do Partido Liberal (PL). Se Flávio consolidar o favoritismo contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o apoio ao Zero Um será inevitável. O Novo deve emitir um comunicado para oficializar a decisão.

A possível retirada ocorre no momento em que integrantes do próprio Novo começam a abandonar o voto em Zema e aderir a Flávio. Marina Helena, que disputa uma vaga na Câmara por São Paulo, disse ter conversado com Zema antes de anunciar apoio ao candidato do PL. Em Minas Gerais, a pressão pela desistência de Zema também partiu de integrantes do próprio Novo. Marco Antônio “Superman” Costa, candidato do partido ao Senado, defendeu publicamente que o ex-governador retire a candidatura e apoie Flávio ainda no primeiro turno. Nesta quinta-feira, 24, Zema afirmou que apoiará Flávio caso o senador enfrente Lula no segundo turno.

A Quaest mais recente registrou Lula com 37% e Flávio com 33% no primeiro turno, enquanto Zema marcou 1%. Em um eventual segundo turno, Flávio apareceu com 42% e Lula, com 41%, situação de empate técnico pela margem de erro de 2 pontos porcentuais.

Outro levantamento, do Datafolha, mostrou para onde tende a migrar parte do eleitorado de Zema numa disputa entre os dois. Ao considerar duas pesquisas realizadas em setembro, 48% dos eleitores do candidato do Novo declararam voto em Flávio num segundo turno, ante 25% em Lula e 27% em branco ou nulo. A margem de erro desse recorte específico é de 11 pontos porcentuais.

Nesta semana, Zema concentra a atuação em Minas Gerais, onde participa da campanha dos candidatos do Novo e de aliados. Se a retirada da candidatura presidencial for confirmada, a expectativa é outra: a partir da próxima semana, Zema deve passar a atuar também pela candidatura de Flávio.

Zema fora das eleições

O ex-governador ainda pode renunciar à candidatura presidencial, mas o Novo já não tem prazo para substituí-lo por outro nome. O calendário eleitoral fixou 14 de setembro, 20 dias antes do primeiro turno, como a data-limite para pedidos de substituição de candidatos. Depois desse prazo, a legislação abre exceção para substituição em caso de falecimento.

A renúncia precisa ser formalizada perante a Justiça Eleitoral e homologada. Uma vez concluído o procedimento, Zema também não poderá voltar a concorrer à Presidência nesta eleição.

O ex-governador tampouco pode deixar a corrida pelo Planalto para disputar outro cargo em 2026. Os registros de candidatura já foram encerrados, assim como o prazo para substituições. Se confirmar a desistência, Zema deixa as urnas neste ano e fica livre para atuar na campanha de outros candidatos.

 

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