A data do sepultamento de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, o “Sicário” de Daniel Vorcaro, foi registrada de forma errada pela Prefeitura de Belo Horizonte, cidade onde o “faz-tudo” do banqueiro foi enterrado. No sistema da prefeitura da capital mineira que registra os locais de enterro, consta que Sicário foi sepultado no dia 8 de fevereiro, quase um mês antes da data oficial de sua morte.
Na ocorrência de suicídio, na certidão pode constar, por exemplo, “lesões autoinfligidas”. No caso de Sicário, ele teria morrido após tentar se matar na prisão e ser levado a um hospital, segundo a PF.
De acordo com os dados da Prefeitura de Belo Horizonte, Sicário está enterrado no Cemitério do Bonfim, um dos mais importantes da capital mineira.
Outro lado
Em nota, a assessoria de imprensa da prefeitura disse que a Fundação de Parques Municipais e Zoobotânica apontou um “erro de digitação” no sistema, e que a data do enterro de Luiz Phillipi já foi corrigida.
“A Fundação de Parques Municipais e Zoobotânica informa que a divergência no sistema Sinec ocorreu por erro de digitação no lançamento do dado. A informação já está sendo corrigida”, diz a nota.
Dados sigilosos
Como mostrou a coluna, o ministro do STF André Mendonça, responsável pelas investigações do caso Master, negou o acesso da CPI do Crime Organizado do Senado aos dados da morte do Sicário.
Em resposta à comissão de inquérito, Mendonça argumentou que as investigações ainda estão em andamento e que o compartilhamento só seria possível após o fim das diligências.
“Em relação a ambos os fatos, remanescem diligências instrutórias pendentes, estando ainda em curso as respectivas investigações, resta inviabilizado, no presente momento, o compartilhamento dos elementos informativos que lhes são correlatos, sem prejuízo de que, em momento ulterior, com o exaurimento das medidas instrutórias ainda em andamento, seja possível promover a reanálise da solicitação de suas excelências”, diz Mendonça.