A Transparência Internacional Brasil defendeu nesta sexta-feira (16) que a Procuradoria-Geral da República (PGR) deveria pedir ao Supremo Tribunal Federal (STF) o afastamento do ministro Dias Toffoli do inquérito sobre o Banco Master. O ministro é o relator do caso na Corte e decretou sigilo elevado em toda a tramitação dos autos.

No último final de semana, o jornal Folha de S.Paulo revelou que duas empresas ligadas a irmãos e a um primo de Toffoli teriam como sócio, até meados de 2025, um dos vários fundos de investimento associados a suspeitas de fraudes cometidas pelo Master.

A ONG afirmou que “o histórico de Toffoli é suficiente para tornar vã qualquer expectativa de que se afaste do caso Master”.

“É um juiz que não se declarou impedido para (1) votar pela anulação da delação de Cabral que o citava; (2) anular monocraticamente as provas da Odebrecht, incluindo depoimento que o citava e e-mail citando o ‘amigo do amigo de meu pai’; (3) suspender multa de 10 bilhões da J&F, que tinha sua esposa como advogada”, disse a Transparência Internacional Brasil no X.

“O que deveria ocorrer é o PGR peticionar pelo impedimento e, após Toffoli negar, os ministros colegiados votarem pelo impedimento. É o que está previsto em lei”, acrescentou a entidade.

No entanto, a ONG afirma que “a única hipótese de isso ocorrer é a sociedade se mobilizar massiva e insistentemente pela atuação independente da PGR e do STF e pela defesa do interesse público”.

 

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