Pesquisa eleitoral do BTG/Nexus, divulgada nesta segunda-feira (3), aponta um avanço nas intenções de voto do senador Flávio Bolsonaro (PL), impulsionado por eleitores de baixa renda, moradores do Nordeste e beneficiários do Bolsa Família. Todos são segmentos historicamente alinhados ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
No cenário geral, Flávio subiu de 33% para 37%, configurando um empate técnico no limite da margem de erro com Lula, que registrou 41% da preferência do eleitorado.
A diferença entre os dois candidatos diminuiu na Região Nordeste. Flávio Bolsonaro subiu de 24% para 34% das intenções de voto, enquanto Lula caiu de 57% para 48%. Com esse resultado, a vantagem do atual presidente na região reduziu de 33 para 14 pontos percentuais.
Entre os beneficiários do programa Bolsa Família, Lula permanece na liderança, porém com redução na margem. O petista caiu de 70% para 58%, ao passo que o parlamentar do PL avançou de 18% para 23%. A diferença a favor de Lula no grupo passou de 52 para 35 pontos percentuais.
O crescimento mais expressivo de Flávio Bolsonaro ocorreu no segmento de renda familiar de 1 a 2 salários mínimos. O senador saltou de 30% para 44%, assumindo a liderança. No mesmo recorte, Lula recuou de 47% para 37%.
Em relação ao grau de instrução, o candidato do PL subiu de 29% para 39% entre os eleitores com ensino fundamental completo ou incompleto. Nesse mesmo grupo, Lula oscilou negativamente de 53% para 44%.
No eleitorado masculino, Flávio ampliou a vantagem ao passar de 39% para 45%, enquanto Lula marcou 34% (tinha 37%). A principal queda de Flávio Bolsonaro ocorreu na faixa etária de 16 a 24 anos. O senador recuou 10 pontos percentuais, passando de 31% para 21%. Em contrapartida, Lula cresceu no segmento de jovens, subindo de 35% para 50%.
A pesquisa contratada pelo Banco BTG Pactual S.A. foi realizada entre os dias 31 de julho e 2 de agosto de 2026. O levantamento contou com 2.002 eleitores entrevistados por telefone, por meio do sistema CATI (entrevista telefônica assistida por computador). A margem de erro do estudo é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%. A amostragem foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-02874/2026.









