O Partido Novo oficializou, no último sábado (14), uma representação no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados contra a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP). O partido alega que a parlamentar cometeu abuso de prerrogativa e quebra de decoro ao solicitar que o governo federal suspendesse a exibição do programa do apresentador Ratinho, no SBT, por um período de 30 dias.

A sigla argumenta que a tentativa de interromper a transmissão de um programa televisivo configura uma forma de censura e “intimidação institucional” contra quem manifesta opiniões contrárias. O documento é assinado pelo presidente nacional da legenda, Eduardo Ribeiro.

O embate jurídico e político entre a deputada e o comunicador teve início após críticas de Ratinho à eleição de Erika Hilton para a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher. Em seu programa, o apresentador afirmou que o cargo deveria ser ocupado por uma “mulher biológica”, questionando a identidade de gênero da parlamentar. O apresentador emitiu a opinião ao vivo em seu programa em horário na última quarta-feira (11).

A representação agora segue para a análise da mesa diretora e, posteriormente, para o Conselho de Ética. Caso o colegiado decida pela abertura de um processo disciplinar, a deputada Erika Hilton terá direito à defesa antes de qualquer julgamento. As sanções previstas no Código de Ética e Decoro Parlamentar incluem: Advertência formal pelos atos praticados; Afastamento temporário das atividades parlamentares e perda definitiva do mandato.

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