O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes foi sorteado como relator de uma ação que tenta obter registros de entrada no Senado de figuras como a própria esposa, a advogada Viviane Barci de Moraes, e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
O mandado de segurança com a demanda foi feito pelo vereador de Curitiba Guilherme Kilter (Novo-PR) inicialmente à própria casa legislativa, via Lei de Acesso à Informação, mas foi negado.
Depois, ele moveu ação na Justiça Federal do Paraná e citou o presidente do Senado Davi Alcolumbre (União-AP). Por conta da citação direta a Alcolumbre, o caso judicial foi remetido ao STF.
O vereador alega que o registro de entrada e saída de uma lista específica de pessoas das dependências do Senado seria de interesse coletivo. No pedido, Kilter demanda saber se houve acesso da seguinte seleção:
- Viviane Barci de Moraes, advogada e esposa de Moraes;
- Daniel Vorcaro, ex-banqueiro do Banco Master;
- Antônio Carlos Camilo Antunes, lobista conhecida como “Careca do INSS”;
- Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Lula;
- os empresários Felipe Macedo Gomes, Anderson Cordeiro de Vasconcelos e Américo Monte Junior, suspeitos de envolvimento na fraude do INSS; e
- José Ferreira da Silva, irmão de Lula e conhecida como Frei Chico.
O mandado de segurança teria sido levado ao STF na última quinta (17) e sido distribuído por sorteio a Moraes na sexta (18).
As informações foram primeiro divulgadas pela coluna “Radar” da Revista Veja e confirmadas pela colunista Manoela Alcântara, do portal Metrópoles.
Até o momento, não há registros de nenhuma decisão tomada por Moraes em relação ao mandado de segurança. Ele ainda pode declarar impedimento ou suspeito de analisá-lo e solicitar novo sorteio.






