Três entidades de defesa dos direitos LGBT acionaram o Supremo Tribunal Federal (STF) para pedir a declaração de inconstitucionalidade de uma lei do Pará que autoriza templos religiosos a restringirem o uso de banheiro com base no sexo biológico. As Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) 7996 e 7997 foram protocoladas no último dia 21 e distribuídas ao ministro Luiz Fux, relator dos processos.
A lei estadual nº 11.660/2026, sancionada em 13 de julho, assegura a templos de qualquer denominação, escolas confessionais e instituições mantidas por entidades religiosas a liberdade de definir o uso de banheiros com base no sexo biológico, e não na identidade de gênero.
As ações contra a norma foram apresentadas pela Aliança Nacional LGBTI+, pela Associação Nacional de Travestis e Transexuais (ANTRA) e pela Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Intersexos (ABGLT). As entidades argumentam que a norma viola princípios constitucionais e direitos fundamentais da população trans ao adotar o sexo biológico como critério para o acesso aos sanitários.
Segundo as organizações, a legislação também compromete o reconhecimento jurídico da identidade de gênero e resulta em tratamento discriminatório contra pessoas trans.








