O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) confirmou as expectativas e indicou o advogado-geral da União, Jorge Messias, para o Supremo Tribunal Federal (STF). A informação foi confirmada oficialmente pelo governo no início da tarde desta quinta-feira (20). Caso seja aprovado pelo Senado, Messias ocupará a vaga aberta pela aposentadoria antecipada do ministro Luís Roberto Barroso. Visto como pessoa de confiança de Lula, o advogado-geral da União contou com o apoio do PT na disputa pela indicação. O senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) e o ministro Bruno Dantas, do Tribunal de Contas da União (TCU), também eram cotados para o cargo.

Messias precisará ser sabatinado e aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. Em seguida, os senadores votarão a indicação no plenário da Casa. São necessários ao menos 41 votos para a aprovação.

A recondução do procurador-geral da República, Paulo Gonet, ao cargo aponta que Messias também deve enfrentar resistência no Senado. Gonet foi aprovado por apenas quatro votos acima do mínimo exigido, com um placar de 45 a 26.

No terceiro mandato, Lula indicou Cristiano Zanin, Flávio Dino e, agora, Messias, apesar da pressão de movimentos identitários para escolher uma mulher ao cargo. A expectativa é de que o petista indique uma mulher para comandar a Advocacia-Geral da União (AGU) para amenizar as críticas.

Entre as cotadas estão a procuradora-geral da Fazenda Nacional, Anelize Almeida; a procuradora-geral da União, Clarice Calixto; e a secretária-geral de Contencioso, Isadora Cartaxo, responsável pela defesa perante o STF.

Preterido por Lula, Pacheco pode frustrar petista nas eleições 2026

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), defendeu a indicação de Pacheco para a vaga e não escondeu o descontentamento com a decisão do petista. “Tem que esperar [a indicação], fazer o quê? Se eu pudesse, eu faria a indicação [ao STF]”, afirmou Alcolumbre a jornalistas na terça-feira (18). A declaração ocorreu um dia após o encontro de Lula e Pacheco para discutir o tema.

O chefe do Executivo tentará a reeleição em 2026 e aposta na candidatura de Pacheco ao governo de Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do país, atrás apenas de São Paulo. No entanto, o senador do PSD anunciou que pretende deixar a vida pública e pode frustrar os planos de Lula no estado.

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