O jornal Gazeta do Povo destacou que a Petrobras vai gastar mais de 250 milhões em 140 projeto que serão patrocinados até 2027, são filmes, festivais, manifestações populares, shows, games, podcasts, exposições, discos e peças de teatro escolhidos entre 8 mil inscritos. No entanto, o que mais chama a atenção na lista dos contemplados é a predominância de propostas com conteúdos identitários e sobre os chamados grupos minoritários. Segundo um levantamento realizado pelo jornal O Globo, 94% dos produtos culturais agraciados são, de alguma forma, woke.
Nas redes sociais, muita gente se queixou do atraso com que o anúncio foi feito (quatro meses depois do prazo previsto). Também foram registradas reclamações quanto ao número limitado de beneficiados, a centralização das empresas proponentes em capitais e o apoio a iniciativas já consolidadas (como bienais do livro e grandes produtoras de audiovisual).
Um percentual muito acima dos 25% de vagas reservadas para, de acordo com o edital, “mulheres, pessoas negras, pessoas oriundas de povos indígenas, comunidades tradicionais (inclusive de terreiros e quilombolas), populações nômades e povos ciganos, pessoas do segmento LGBTQIAPN+, pessoas com deficiência e integrantes de outros grupos em situação de vulnerabilidade ou sub-representação na sociedade”.
A relação dos selecionados, disponível no site da Petrobras, não oferece muitos detalhes sobre os projetos. Porém, uma passada rápida pelo documento dá uma ideia geral do tipo de proposta que a empresa vai financiar.
Como o “festival de fomento e produção de palhaçaria feminina do Amapá”, o “musical baseado em ‘Sonho de Uma Noite de Verão’, de Shakespeare, com elementos da fauna, flora e folclore brasileiros” e o “podcast para crianças sobre os brincares do Brasil”.
E o que dizer do “documentário sobre a comunidade quilombola Barra de Aroeira que busca a terra doada pelo imperador”? Ou da “produção e distribuição de longa-metragem ficcional sobre a alfabetização de Paulo Freire”?