A jogadora de basquete Sophie Cunningham, do Indiana Fever, tornou-se uma figura importante na discussão sobre a participação de atletas transgênero no esporte feminino, após defender publicamente que pessoas que nasceram biologicamente homens e fizeram transição de gênero não devem atuar em ligas femininas.

Devido aos seus longos cabelos loiros e 1,85m de altura, a estrela da WNBA passou a ser chamada por ativistas e críticos de “MAGA Barbie”, apelido que faz referência ao slogan “Make America Great Again”, do presidente Donald Trump. Ela, no entanto, se define como “pouco política” e “muito centrista”, afirmando que se envolveu na causa por convicções morais.

– Recebi muitos comentários negativos sobre eu odiar pessoas trans. E eu penso: “Nunca disse isso”. Acho que estou aqui para espalhar amor. Mas também acho que, junto com o amor, vem a verdade, a honestidade. E quero proteger meninas jovens em vestiários, ou meninas jovens no esporte, que não deveriam ter que competir contra homens biológicos – afirmou à ESPN.

Ao rebater as críticas que tem recebido de pessoas ligadas à ala progressista do país, Sophie declarou:

– Não me importo com o que os outros têm a dizer. Eu sei quem eu sou. Meu povo sabe quem eu sou e espero estar orgulhando-os e abrindo caminho para um futuro melhor para as crianças do nosso mundo do que o que tivemos.

A repercussão de suas falas em entrevistas à ESPN e a jornalistas antes dos jogos do Fever alcançou o topo da política norte-americana, recebendo apoio da Casa Branca. A secretária de imprensa, Karoline Leavitt, revelou que o presidente Donald Trump acompanha o caso de perto e saiu em defesa da atleta.

– Sei que ele [Trump] está acompanhando a história. Como vocês sabem, esse também é um tema sobre o qual o presidente tem uma posição muito firme, assim como o povo americano: que homens não deveriam participar de esportes femininos. É completamente absurdo que alguém apoie isso – declarou a porta-voz da Casa Branca.

O apoio do governo ocorre em meio a medidas federais e decisões da Suprema Corte para proibir atletas trans em equipes escolares e universitárias, respaldando a aplicação estrita do Título IX.

Por outro lado, a WNBA e o Indiana Fever optaram por distanciar suas diretrizes institucionais do posicionamento pessoal da ala-armadora. Em nota oficial, o Fever declarou que suas jogadoras são “adultas e ponderadas, com suas próprias perspectivas e opiniões, e esses pontos de vista são delas”.

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