O governo Lula pretende começar, em janeiro de 2027, os testes técnicos para avaliar o aumento da proporção de etanol anidro na gasolina de 32% para 35%, percentual que ficará conhecido como E35. A previsão do Ministério de Minas e Energia (MME) é concluir a consolidação dos resultados até julho do mesmo ano.

Segundo Marlon Arraes, diretor de programas da pasta, a portaria que estabelecerá o plano de testes deve ser publicada no início de novembro, enquanto o cronograma definitivo será fechado no mesmo mês, após a definição dos procedimentos e a contratação dos laboratórios responsáveis pelos ensaios.

As avaliações terão como objetivo verificar se os veículos e seus componentes suportam a concentração mais elevada de etanol sem comprometer o desempenho e a segurança. Entre os critérios analisados estão a resistência e a durabilidade das peças, a compatibilidade dos materiais com o combustível e a capacidade dos sistemas eletrônicos dos motores de ajustar seu funcionamento à nova composição.

O Instituto Mauá de Tecnologia ficará responsável pelos ensaios mecânicos, que envolverão motores, veículos e componentes. A previsão é utilizar 16 automóveis de diferentes gerações, desde modelos da década de 90 até os mais atuais, além de motocicletas e testes específicos de peças e sistemas.

Enquanto os estudos não são concluídos, permanece em vigor a mistura de 32% de etanol na gasolina (E32), cuja validade está prevista até 27 de janeiro de 2027, com possibilidade de prorrogação por mais 180 dias, conforme os procedimentos estabelecidos pelo ministério.

A Lei do Combustível do Futuro autoriza a elevação gradual da participação do biocombustível até 35%, desde que a segurança e a viabilidade técnica sejam comprovadas.

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