O empresário Marcos Molina, que deu carona ao ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em avião de empresa que tinha o banqueiro Daniel Vorcaro como sócio, aparece em documento de alerta inteligência financeira sobre o Banco Master porque a firma dele, um dos maiores frigoríficos do País, recebeu R$ 400,9 milhões do banco de Vorcaro em oito meses.
Por meio da assessoria, a MBRF, resultado da fusão entre Marfrig e BRF, afirmou que realiza milhares de operações de câmbio com dezenas de instituições financeiras. O Master foi um delas. O frigorífico destacou que não tinha conta corrente na instituição nem realizou investimentos por meio dela. Disse ainda refutar veementemente qualquer interpretação diversa sobre tais operações de recebimento de exportações.
Procurado, Gilmar Mendes afirmou que não sabia da ligação da aeronave com a empresa associada a Daniel Vorcaro e disse que apenas aceitou uma carona oferecida pelo empresário Marcos Molina, presidente do conselho de administração da MBRF.
A Prime You confirmou a viagem ao Estadão e informou que Molina possui uma cota da aeronave operada pela companhia, mas negou relação pessoal ou comercial do executivo com Vorcaro.







