O senador Eduardo Girão (Novo-CE) anunciou que subscreveu o pedido feito pelo senado federal, para que permita ao ex-presidente Jair Bolsonaro prisão domiciliar humanitária, argumentando que há no caso dele uma condição física “grave”, “complexa” e que está “agravada”. Ele foi um dos 20 parlamentares que assinaram tal pedido.
“Está claro que a custódia na Polícia Federal não oferece o suporte médico necessário, diante da evolução do quadro clínico do ex-presidente. Cumprindo a pena em casa, ele terá condições de receber acompanhamento e cuidados mais adequados para sua pronta recuperação da saúde. Trata-se de uma questão estritamente humanitária, sem viés político ou ideológico. Tendo em vista esta situação emergencial, subscrevi um ofício protocolado pelo Senador Wilder de Morais (PL-GO), juntamente com outros colegas do Senado Federal, solicitando a imediata conversão da prisão em domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro. O pedido foi encaminhado ao ministro do 5TF, Alexandre de Moraes”, afirmou o senador Eduardo Girão em publicação nas redes sociais.
O parlamenta cearense também fez críticas ao impedimento da sindicância feita pelo Conselho federal Medicina, suspensa por Moraes.
“Fica também meu repúdio ao referido ministro pela proibição arbitrária do respeitado Conselho Federal de medicina no caso, chegando ao cúmulo de intimidar seu presidente, intimando-o. O Brasil vive uma ditadura e só com o impeachemt podemos trazer a nossa democracia de volta”, afirmou Girão.
O abaixo-assinado dos senadores acontece após movimento semelhante da oposição e da bancada do PL na Câmara dos Deputados, que denunciaram violação aos direitos fundamentais, violação das garantias constitucionais como a de tratamento digno e a intenção de levar o caso a cortes internacionais. Aliados do ex-presidente falaram em tratamento “vingativo” e “desumano”.
Desde que foi preso preventivamente em novembro do ano passado, Bolsonaro teve sucessivas crises de soluços e apneia do sono decorrentes da facada que sofreu durante a campanha eleitoral de 2018 e, nesta terça, a queda da cama provocou um ferimento na cabeça e em um dos pés. Ele passou por exames no Hospital DF Star.
“Ele não está em um lugar adequado. Na minha opinião pessoal, o ambiente mais adequado neste momento, frente a situação toda, as demandas, os riscos, é o domiciliar”, afirmou Birolini em entrevista ao jornal O Globo publicada nesta quarta.







