O diretor do Paraná Pesquisas, Murilo Hidalgo, disse nesta quarta-feira, 30, que a disputa entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro deve ser acirrada no primeiro turno das eleições, com ambos apresentando índices de rejeição em torno de 46%. Hidalgo destacou a migração de votos de outros candidatos, que caíram de 13%-16% para 10%-12%, como um fator que pode beneficiar Flávio.

O diretor do Paraná Pesquisas, Murilo Hidalgo, afirmou nesta quarta-feira, 30, que a disputa entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) deve ser apertada no primeiro turno das eleições de 2026.

Em entrevista ao programa Faroeste à Brasileira, de Oeste, ele citou a rejeição semelhante aos dois candidatos e a possível migração de votos dos demais concorrentes como fatores que podem influenciar a corrida.

Segundo Hidalgo, levantamentos do instituto aos quais teve acesso mostram Lula e Flávio com índices de rejeição próximos, na casa dos 46%. Para ele, essa é uma diferença importante em relação à eleição de 2022, quando Jair Bolsonaro tinha rejeição superior à de Lula.

“Eu não acredito nem em goleada para um lado e nem para o outro”, afirmou. “Eu vejo uma eleição muito equilibrada até o final por causa das rejeições.”

Votos dos outros candidatos podem mudar cenário

Hidalgo disse que os candidatos que não são Lula nem Flávio vêm perdendo espaço. Segundo ele, esse grupo chegou a registrar entre 13% e 16% das intenções de voto e agora está na faixa de 10% a 12%.

O diretor do Paraná Pesquisas espera uma redução ainda maior até o primeiro turno. Ele citou o resultado de 2022, quando Simone Tebet, Soraya Thronicke, Ciro Gomes e Padre Kelmon somavam entre 13% e 14% em determinado momento e terminaram a disputa com cerca de 6% a 7%.

Na avaliação de Hidalgo, Flávio tende a ser o principal beneficiado pela migração desses votos. “No primeiro turno, o grande beneficiário será o Flávio”, afirmou. Ele estima que os demais candidatos terminem a disputa com entre 6% e 8%.

O diretor, porém, ressalvou que o cenário ainda pode mudar. “O Brasil está tão dinâmico que a gente não sabe as denúncias que vão ocorrer até o pleito”, disse.

Hidalgo também vê crescimento de candidatos conservadores na disputa pelo Senado. Segundo ele, levantamentos recentes revelam que o PL pode conquistar entre quatro e seis cadeiras que não apareciam nas projeções do partido havia cerca de dez dias.

“Não só o PL, mas os candidatos mais à direita”, afirmou Hidalgo. “O Novo também. Eu vejo esse crescimento na última semana”.

Para Hidalgo, a crise que envolve o Supremo Tribunal Federal (STF) contribuiu para o movimento. “Eles serão os grandes beneficiados da briga e da crise do STF”, disse.

O diretor também avaliou o impacto das medidas do governo sobre as bets. Na visão dele, a decisão anunciada pelo governo Lula teve efeito negativo entre torcedores e clubes de futebol.

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