O marido de Carla Zambelli, coronel Antonio Aginaldo de Oliveira, foi incluído no Inquérito das Fake News a mando do ministro Alexandre de Moraes. Segundo o Portal LeoDias, ele teve suas contas bancárias bloqueadas dias após sua esposa ser presa em Roma, na Itália.
Natural de Alto Santo, no Ceará, Aginaldo tem uma longa trajetória na Polícia Militar do estado e é conhecido por ter comandado a Força Nacional de Segurança durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.
O militar de 57 anos ganhou destaque por sua atuação em operações de alto risco e por manter forte ligação com nomes influentes do governo anterior. Em 2024, tentou se eleger prefeito de Caucaia, na Região Metropolitana de Fortaleza, mas, após a derrota, assumiu o cargo de secretário municipal de Segurança Pública, cargo do qual foi exonerado recentemente.
A inclusão de seu nome no inquérito ocorre poucos dias após sua saída do cargo, uma movimentação que, oficialmente, foi atribuída a “doença em pessoa da família”. A coincidência temporal levanta questionamentos, uma vez que, nesse mesmo período, Carla Zambelli anunciou uma viagem aos Estados Unidos alegando tratamento de uma “síndrome rara”. A assessoria da deputada confirmou que o marido a acompanhava.
O casamento entre Aginaldo e Zambelli ocorreu em 2020, em uma cerimônia prestigiada por figuras do governo Bolsonaro. O então ministro da Justiça, Sérgio Moro, chegou a ser padrinho do casal. Agora, quatro anos depois, o casal se vê em meio a um turbilhão jurídico. Enquanto o nome do coronel entra no inquérito, Zambelli enfrenta uma situação ainda mais dramática: após ser condenada a 10 anos de prisão pelo STF, teve a prisão decretada e segue em audiência de custódia em Roma.






