Os congressistas americanos Rich McCormick e Maria Elvira Salazar enviaram uma carta oficial à Casa Branca solicitando que o governo Trump aplique sanções ao ministro do Supremo Tribunal Federal brasileiro Alexandre de Moraes, utilizando a Lei Global Magnitsky, após o deputado Eduardo Bolsonaro anunciar sua permanência nos Estados Unidos. Em publicação nas redes sociais, o congressista McCormick afirmou que “o fato de Eduardo Bolsonaro, o congressista mais votado na história do Brasil e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, ter sido forçado a buscar exílio nos Estados Unidos demonstra a alarmante deterioração da democracia no maior país da América do Sul”.
Na carta endereçada ao presidente Donald Trump e ao secretário de Estado Marco Rubio, datada de 25 de fevereiro de 2025, os congressistas descrevem o que chamam de “uso do poder judicial para manipular eleições” e citam supostas violações à liberdade de expressão, incluindo o bloqueio de plataformas como X, Rumble e Truth Social no Brasil.
“Moraes não é apenas um problema para o Brasil — ele é uma ameaça crescente para os Estados Unidos. Ele já tentou censurar empresas americanas, suprimir a liberdade de expressão e minar a soberania digital americana”, afirmam os congressistas no documento.
McCormick e Salazar também pedem que o governo Trump imponha “sanções da Magnitsky, proibições imediatas de visto e penalidades econômicas” não apenas contra o ministro Alexandre de Moraes, mas potencialmente contra seus “facilitadores”.
“Se não fizermos nada, estaremos sinalizando que os Estados Unidos tolerarão a tirania judicial que ameaça não apenas a democracia do Brasil, mas também nossos próprios interesses nacionais”, alertam os congressistas na carta.
Na publicação em suas redes sociais, McCormick incentivou outros membros do Congresso e do Senado americano a assinarem a carta “em defesa da liberdade nesta nação criticamente importante”.
O caso ocorre em meio a tensões crescentes entre o Judiciário brasileiro e apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro, incluindo seu filho Eduardo, que tem sido alvo de investigações no Brasil e agora aparentemente decidiu permanecer nos Estados Unidos.