Um levantamento do Todos Pela Educação divulgado nesta segunda-feira, 11, mostra que a desigualdade no acesso à creche aumentou entre ricos e pobres no Brasil. Cenário reflete no Ceará, onde mais de 110 mil (23%) das crianças de até 3 anos estão fora da creche por dificuldade de acesso. De acordo com o relatório, o Estado é o quarto do Nordeste com essa defasagem, atrás apenas da Bahia (220.5), de Pernambuco (148.9) e do Maranhão (145).

Mesmo com o aumento de matrículas entre 2016 e 2024, as desigualdades de acesso entre as crianças das famílias mais pobres e mais ricas cresceram no País.

Para se ter uma ideia desse alcance, a meta estabelecida pelo Plano Nacional de Educação (PNE) para 2024 era de 50% das crianças atendidas. O estudo mostra que a creche só chega até 41,2% das crianças de até 3 anos.

Embora a creche não seja uma etapa obrigatória para a educação dos filhos, a modalidade é um direito social no País. O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, em 22 de setembro de 2022, que a oferta de creche e pré-escola é uma obrigação do poder público.

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