Cândido Albuquerque (PSDB), ex-reitor da Universidade Federal do Ceará (UFC) e ex-presidente da Ordem dos Advogados secção Ceará (OAB-CE), reafirmou pré-candidatura ao Senado Federal pela oposição com foco na fiscalização e pauta de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
O advogado afirmou também ter qualificação para postular a Casa Alta na busca de retomar o protagonismo do Senado. “Tenho uma fixação de que a formação que eu tenho é adequada para o Senado. No atual momento então, que eu acho que o Senado precisa retomar o protagonismo, o Senado perdeu o lugar na República”, declarou.
Além de Cândido, a oposição tem Capitão Wagner (União) e Alcides Fernandes (PL) como pré-candidatos a senadores que, segundo Ciro Gomes (PSDB), são apostas para “frear” abusos do STF. Albuquerque apontou que a definição dos dois candidatos será feita em um momento mais adiante e que pesquisas dão um parâmetro do cenário que não é o definitivo.
“Quem for escolhido foi escolhido. Eu acho que nós vamos ter um debate até agosto e a população é quem vai dizer quem é que ela quer (que seja candidato a senador). Pesquisa é um parâmetro, não é o absoluto. Precisa proteger a imagem do Senado Federal e uma das maneiras é investigando eventuais equívocos por parte dos ministros. Não precisamos ter medo que temos que fazer impeachment de ministro, não. Ministro que agiu mal tem que sofrer o processo”, disse.
Questionado pela coluna sobre a possibilidade de ser suplente de senador na composição da chapa, Cândido descartou prontamente, reforçando o seu embate contra o STF e que está se colocando no pleito para “criar problema”.
“Então você vê que eu tô indo pra lá pra criar problema. Isso não dá pra um suplente fazer. Eu tenho que ter as garantias para estabelecer um diálogo, respeitoso, de igual pra igual. E acho que tô intelectualmente preparado pra isso”, afirmou.








