As mensagens comemorando ou ironizando o ataque de Charlie Kirk começaram a surgir enquanto os médicos ainda tentavam salvar a vida de Kirk e se intensificaram depois, quando a morte do ativista – casado e pai de duas crianças – foi anunciada.  Diante da avalanche de postagens festejando o assassinato de Kirk, eles se organizaram para identificar e expor os extremistas, que estão sendo demitidos.

Nos Estados Unidos, ativistas conservadores criaram um site chamado “Charlie’s Murderes (Assassinos de Charlie)”. A página traz uma lista de posts em redes sociais celebrando ou ironizando a morte de Charlie Kirk, com os nomes, cidades e empregadores dos autores. Os responsáveis pelo site não só expõem os radicais como entram em contato com as empresas onde eles trabalham.

Segundo o site, já foram mais de 20 mil denúncias, as quais são avaliadas antes de serem publicadas na página. É importante, no entanto, ter cuidado ao julgar e filtrar as mensagens. Algumas postagens no Charlies Murderers são bem ofensivas, mas outras não parecem celebrar o tiroteio nem incentivar a violência.

Uma das voluntárias que têm acompanhado a busca por mensagens de ódio, Olivia Krolczyk, postou na sexta-feira que entrou em contato com mais de 230 empregadores.

DC Comics, TV e universidades 

A lista de figuras públicas que comemoraram a morte de Charlie Kirk é assustadoramente longa.

Por exemplo: a DC Comics cancelou a recém-lançada série de quadrinhos “Red Hood” e demitiu a pessoa responsável pelo projeto, Gretchen Felker-Martin após comentários publicados sobre o tiroteio. Felker-Martin se identifica como uma pessoa transgênero e, de acordo com o New York Reporter, chamou Kirk de nazista, acompanhado por um termo chulo.

A DC disse que “postagens ou comentários públicos que podem ser vistos como promotores de hostilidade ou violência são inconsistentes com os seus padrões de conduta”.

O canal de notícias americano MSNBC demitiu o comentarista Matthew Dowd depois dos comentários dele sobre a morte de Kirk, dando a entender ele foi responsável pelo seu próprio assassinato. Dowd é analista político, foi assessor do presidente George W. Bush e namora Maria Shriver, a ex-mulher do ator e ex-governador da Califórnia, Arnold Schwarzenegger.

Dowd disse que Kirk “está constantemente promovendo esse tipo de discurso de ódio ou direcionado a certos grupos” e “pensamentos odiosos levam a palavras odiosas, que por sua vez levam a ações odiosas”. A presidente da empresa, Rebecca Kutler. e o próprio Dowd se desculparam publicamente depois, mas, mesmo assim, ele foi desligado.

A Universidade do Mississippi demitiu um funcionário que compartilhou “comentários insensíveis” sobre a morte de Kirk e a Universidade Estadual do Meio-Tennessee e outro por comentários inapropriados e insensíveis nas redes sociais, segundo a revista Times.

Influenciadores comemoram no Brasil 

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