O Poder Judiciário gastou R$ 718,6 milhões de dinheiro dos pagadores de impostos brasileiros em 2025 com auxílio-saúde para seus magistrados, considerando os juízes ativos e inativos. A verba serve para bancar planos de saúde e também para reembolso em caso de procedimentos particulares em hospitais ou dentistas.
Esse benefício poderá ser pago a partir de abril de 2026 sem entrar no limite para penduricalhos de até 70% do teto constitucional (que atualmente está em R$ 46.366,19), definido pelo Supremo Tribunal Federal em sessão que tratou do tema em 25 de março.
Na maioria das vezes, o auxílio-saúde também não tem incidência de Imposto de Renda. Isso significa que o dinheiro cai de forma livre na conta do magistrado, sem nenhum desconto.
Os valores mostrados no infográfico acima são subestimados porque há tribunais que não detalham as verbas classificadas como “indenizatórias”. Também há órgãos que não enviaram informações de todos os meses de 2025 ao CNJ (Conselho Nacional de Justiça), que compila todos os contracheques do Judiciário brasileiro.
O tribunal que mais gastou com auxílio-saúde em 2025 foi o de São Paulo, que representa também o Estado mais populoso do Brasil. O TJ de Minas Gerais foi o 2º que mais pagou o benefício, seguido do Paraná.
No TJ de Rondônia, 4 juízes chegaram a ganhar em 1 único mês de 2025 mais de R$ 1 milhão em auxílio-saúde. Essas verbas impulsionaram os salários desses magistrados ao recorde do ano passado.
O plenário do Supremo Tribunal Federal liberou na 4ª feira (25.mar) o pagamento de benefícios a juízes e integrantes do Ministério Público em até 70% além do teto constitucional, que hoje está em R$ 46.366,19. Com a autorização extrateto, a remuneração pode chegar a R$ 78.822,52.







