A situação que, no final de 2024 e início de 2025, era de crise aguda no maior hospital da rede municipal de Fortaleza, o Instituto Dr. José Frota (IJF), no Centro, ainda é alarmante e tem gerado impactos para quem é atendido no local. A avaliação é de famílias com pacientes internados, de profissionais da saúde que atuam na unidade e do Sindicato dos Trabalhadores no Serviço de Saúde de Fortaleza (Sintsaf) com informações apresentadas por profissionais da área atuantes no Município aponta falta de diferentes itens, como óleo, álcool 70%, gaze e máscara. Também foi indicada a quantidade insuficiente de toalhas, tanto para paciente quanto para funcionários, e de lençol.

Entre os remédios faltantes, foram citados pelos profissionais de saúde:

  • tramal e pregabalina (analgésicos);
  • gabapentina (anticonvulsivante);
  • quetiapina (antipsicótico atípico);
  • alprazolam comprimido (benzodiazepínico);
  • fenobarbital comprimido (barbitúricos);
  • meropenem e vancomicina (antibióticos);
  • lactulona (tratamento da constipação intestinal), entre outros.

Diário do Nordeste questionou o IJF por meio da assessoria de imprensa sobre possíveis dificuldades em termos de recursos financeiros ou logísticos para compra de insumos e medicamentos que estejam levando aos problemas relatados à reportagem, além do prazo para regularização dos estoques.

Também foi questionado se os recursos anunciados pelos governos Federal e Estadual para a unidade já estão disponíveis e como está o planejamento para a aplicação desses valores. Também foi perguntado se eles já estão sendo utilizados e, se sim, o que está sendo priorizado pela gestão. Essas indagações não foram respondidas até a publicação desta reportagem.

Em nota, a direção do hospital negou a existência de falta de lençóis, gazes, antibióticos, analgésicos ou de refeições para atendimento aos pacientes e afirma que todos os contratos foram negociados e estão sendo normalizados. “Alguns itens pontuais estão dentro dos prazos administrativos de análise e logística de entrega para os próximos dias”, complementa.

O comunicado também afirma que “situações excepcionais, que refletem o perfil específico de cada paciente, são devidamente acompanhadas pelas equipes multiprofissionais do IJF, que reafirma seu compromisso com a melhoria da qualidade do atendimento à população”.  Leia a nota completa mais abaixo.

A reportagem recebeu agora novas informações sobre falta de medicação e outros itens básicos. Outro ponto, queixam-se os acompanhantes, é o fato de a troca de lençóis não estar regular na unidade, e pacientes chegarem a passar mais de 24 horas com o mesmo material, afetando as condições de higiene.

A direção do IJF nega a falta de remédios e insumos, porém, tanto usuários da unidade quanto profissionais relataram ao Diário do Nordeste, nesta quinta-feira (3), a falta de medicação, como anestésicos opioides (usados para a dor, por exemplo) e antibióticos, além de insumos como materiais para curativos.

“(…) Já foi possível reorganizar o fornecimento dos itens que estavam em falta nos estoques do hospital e que, atualmente, não há registro de falta de lençóis, gazes, antibióticos, analgésicos ou mesmo refeições para o devido atendimento aos pacientes. (…) Alguns itens pontuais estão dentro dos prazos administrativos de análise e logística de entrega para os próximos dias”, conforme nota da direção do IJF.

Fonte: DN

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