A justiça Cearense decidiu soltar as 10 pessoas presas suspeitas de envolvimento em uma briga de torcidas registrada no bairro Carlito Pamplona, em Fortaleza, elas ficaram livres na audiência de custódia neste domingo, 23. As prisões aconteceram no sábado, 22, antes do Clássico-Rei, entre Ceará e Fortaleza. O Ministério Público do Ceará (MPCE) chegou a pedir pela conversão da prisão em flagrante em custódia preventiva, mas foi negado.

O juiz disse considerar “a inexistência de elementos que demonstrem uma estrutura criminosa organizada e permanente, o flagrante não deve ser homologado pelo crime de associação criminosa”.

Segundo a decisão, os vídeos demonstram que houve lesão corporal e o magistrado entendeu que não seria necessária a individualização da conduta. Já sobre o crime de associação criminosa, o juiz afirmou que, embora as brigas de torcidas organizadas reúnam pessoas para a prática de violência, não há comprovação de existência de associação criminosa.

A partida de futebol ocorreu na Arena Castelão, mas algumas torcidas se encontraram nas proximidades da avenida Francisco Sá, onde houve início a uma pancadaria. Os grupos arremessavam paus, pedras e depredaram automóveis. Um veículo que tentava passar pela via, em meio ao tumulto, chegou a atropelar alguns indivíduos.

As medidas cautelares aplicadas aos torcedores são: monitoramento eletrônico, proibição de frequentar evento esportivo (em estádio ou não), recolhimento domiciliar noturno das 20h às 6h (exceto para trabalho) e proibição de se ausentar da comarca onde residem, por mais de oito dias, sem prévia autorização judicial.

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