No dia 10 de janeiro deste ano, Álvaro compartilhou diversos stories com ameaças de mortes. Em um deles, constava a foto de um menino, que estava com as mãos amarradas e aparentava estar chorando. A publicação diz que o CV “tinha tirado mais uma criança do crime”.
“Ficou vivo foi orientado a sair do crime e a estuda” (Sic), escreveu Álvaro. “Nois trabalha com u certo na logica. Ta vivo pra todos ver como agente ta trabalhando”. Em outro stories, porém, a foto de três crianças foi postada com o texto “Decretados pelo CV Crianças envolvida” (Sic).
Em uma outra ocasião, Álvaro publicou um “salve” que proibia a circulação de moradores de bairros dominados pelas facções Primeiro Comando da Capital (PCC) e Massa em bairros com atuação do CV. “Até ser resolvido e finalizada a guerra”, diz o salve, nem mesmo mototaxistas e motoristas por aplicativo poderiam frequentar os territórios dominados pelo CV.
Esses “salves” foram feitos no contexto de uma tentativa de invasão, por parte do CV, do Residencial Nova Caiçara, onde age o grupo criminosos denominado “Irmãos Coragem”, ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
Já no dia 16 de janeiro, criminosos invadiram um apartamento do residencial durante a madrugada e assassinaram Francisco Maycon Douglas Carvalho Sales, de 27 anos. Pela manhã Álvaro publicou uma matéria sobre o crime e comentou que a vítima era integrante do PCC.
No mesmo dia, ele publicou uma outra matéria e disse que membros do PCC teriam matado um inocente, em retaliação às mortes no Caiçara. Essa vítima foi identificada como Claudemir Teotônio Braga, de 49 anos.
Em 17 de janeiro, Álvaro afirmou que o PCC havia tomado apartamentos de moradores do Nova Caiçara e, por isso, ele disse que o CV, ao “conquistar a região”, devolveria as moradias para pessoas que tivessem documentos que comprovem ser as verdadeiras donas.
Por outro lado, em uma outra postagem, o faccionado afirmou que, “Dependendo do (que) os PCC fizer”, o CV iria expulsar do residencial familiares de integrantes da facção.
Fonte: O Povo