O Ceará não atingiu a meta de redução nos Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLIs) estipulada para o ano de 2025 no sistema de Metas Integradas da Segurança Pública (Misp). Com 3.021 mortes registradas entre janeiro e dezembro, a redução no comparativo com 2024 ficou na casa dos 7,7%, cerca de três pontos percentuais a menos que os 11% almejados pelo Governo do Estado para o ano.
Para 2026, a nova meta é de de 7,5% na redução de CVLIs, conforme disse o governador do Estado, Elmano de Freitas (PT), após apresentar os resultados do Misp, nesta terça-feira, 3, no Centro Integrado de Segurança Pública (Cisp), em Fortaleza.
No encontro no Cisp, representantes das forças de Segurança se reuniram em solenidade para, além de divulgar os indicaores, premiar os agentes de segurança pública que alcançaram metas estipulados pelo Estado por meio de quatro indicadores: CVLIs, Crimes Violentos contra o Patrimônio (CVPs), Índice de Prevenção e Salvamento (IPS) e o Índice de Laudos Produzidos (ILP).
De acordo com governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT), a redução da meta é baseada em estudos feitos junto ao setor de dados da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), bem como na redução já alcançada em 2025. Ele afirmou que manter ou elevar o percentual traçado seria irreal, visto que o número de referência não é mais o de 2024, mas sim um 7% menor, alcançado em 2025.
“É muito importante que a meta não seja subestimada, mas que não seja uma meta impossível de ser alcançada. Que o policial perceba que com seu esforço ele pode alcançar aquela meta, vai receber a gratificação ao alcançar, e com isso nós vamos reduzindo gradativamente” afirmou Elmano.
O chefe do Executivo disse que, ao retornar com o sistema de metas no Estado, adotado apenas em 2014, a definição da meta foi estipulada diante do atual cenário do ano. “Podemos ter, digamos, colocado uma meta além do que era pela circunstância do ano, ser uma meta difícil alcançada”, disse.
Ainda segundo ele, outro fator que pode ter influenciado no resultado da meta do CVLI no Misp foi o aumento da guerra entre facções em alguns períodos do ano passado. “No segundo quadrimestre do ano passado se deflagrou uma guerra entre facções que impactou no aumento no número de mortes violentas”, comentou.
Fonte: O Povo






