Com um 2025 vexatório, o Fortaleza fechou a temporada com prejuízo de quase R$ 100 milhões. O Conselho Deliberativo da agremiação do Pici se reuniu na noite da última quinta-feira, 23, e aprovou as contas de 2025 em uma votação com quórum dividido.

Entre os presentes com direito a voto, 41 conselheiros aprovaram as contas sem ressalvas, 29 aprovaram com ressalvas e cinco as reprovaram. A reunião era prevista para o último dia 6, mas havia sido adiada para os conselheiros terem tempo de analisar mais documentos.

O orçamento previsto e aprovado para 2025 era de R$ 387 milhões, o que já representava um recorde para o clube, que completou, no ano passado, a sétima temporada consecutiva na Série A do Campeonato Brasileiro. Na tentativa de evitar a queda à segunda divisão, porém, a previsão orçamentária foi estourada.

As contas do Fortaleza se dividem entre a Sociedade Anônima de Futebol (SAF), que gere o futebol profissional, e a associação, que se manteve no comando de outras pastas do clube. Ao todo, a SAF teve R$ 544,8 milhões de despesas, enquanto gerou R$ 424,7 milhões de receita. O déficit, portanto, foi de R$ 120,1 milhões.

A associação teve um desempenho oposto, com gastos de apenas R$ 19,5 milhões para uma receita de R$ 64,8 milhões. Assim, o superávit foi de R$ 45,3 milhões, o que diminuiu o déficit geral para R$ 74,8 milhões.

Com o rebaixamento à Série B, o Fortaleza precisou refazer as contas para a temporada, e o orçamento previsto caiu 42%, de R$ 387 milhões para R$ 255 milhões. Em meio à redução de receitas após a queda e às dívidas herdadas da temporada anterior, os investimentos programados para 2026 equivalem a menos da metade das despesas do clube no ano passado.

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