A decisão da ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que proibiu a TV Globo de exibir o púlpito vazio reservado a Lula durante o debate presidencial, trouxe novamente ao centro das atenções a trajetória da magistrada e sua relação profissional com um dos ministros mais criticados da composição atual do Supremo Tribunal Federal (STF): Flávio Dino.
Antes de chegar à Justiça Eleitoral, Estela ocupou o cargo de secretária de Direitos Digitais do Ministério da Justiça durante a gestão de Dino, no início do governo Lula. Estela foi indicada para uma vaga no TSE em 2025, após integrar uma lista tríplice formada por advogadas e encaminhada pela então presidente da Corte Eleitoral, Cármen Lúcia, ao presidente Lula.
Dino, por sinal, atuou nos bastidores em defesa da indicação de Estela para a Corte Eleitoral, que também recebeu apoio do presidente do PT, Edinho Silva.
VETO A PÚLPITO VAZIO E VOTO EM LULA
A decisão da ministra sobre o debate da Globo foi tomada após um pedido apresentado pela campanha de Lula. A representação buscava impedir que a ausência do presidente, que não participou do encontro, fosse explorada pela emissora por meio da exibição do púlpito destinado ao candidato, algo que tradicionalmente é feito sempre que um candidato não comparece a um debate.
Estela acolheu o pedido e determinou que a Globo não mostrasse o espaço vazio durante a transmissão. A medida, além de motivar a decisão da emissora de cancelar o debate, gerou reação no meio político e passou a ser discutida também em razão da trajetória profissional e pessoal da ministra antes de sua chegada ao TSE. Postagens relembraram que ela declarou voto em Lula para presidente nas eleições de 2022.






