A Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) concluiu que a bebê de 10 meses morta na última segunda-feira (13) morreu em decorrência de asfixia.
Em nota, a Pefoce informou que “conforme o laudo cadavérico, a morte aconteceu por asfixia mecânica indireta. Foram realizados exames laboratoriais de alcoolemia e de drogas no sangue, que não constataram a presença dessas substâncias nas amostras coletadas na criança. Os exames realizados pela Pefoce também não constataram presença de sêmen e não indicaram presença de material genético dos dois homens envolvidos na ocorrência no corpo dela. O exame sexológico apontou que não houve violência sexual”.
A morte por asfixia vai de acordo com a versão trazida pela mãe da criança, que disse ter encontrado o primo do namorado dela supostamente dormindo em cima da menina.
A defesa do namorado da mãe da criança diz que, a partir do resultado da perícia, vai entrar com habeas corpus pedindo a soltura de um dos presos.
A advogada Gleicy Kelly Leitão afirma que “como foi dito desde o início pela defesa técnica não houve estupro. O laudo é muito claro… Isso demonstra o quanto é preocupante o linchamento virtual, o ‘Tribunal da Internet'”.
“Muitas vezes a advocacia criminal é isso, é acreditar quando ninguém mais acredita” Advogada Gleicy Kelly
Dois homens foram presos pelo crime.
A Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE) informou que “as prisões em flagrante dos dois homens, de 22 e 26 anos, foram baseadas na apresentação do Protocolo de Encaminhamento de Corpos das Unidades de Saúde para a Coordenadoria de Medicina Legal da Pefoce”.
“O documento, produzido pelo hospital particular para onde a bebê foi levada e no qual constava a informação de que a criança havia sido assistida por quatro médicos de emergência pediátrica, além de dois cardiologistas, apontava que após o óbito foi evidenciada laceração anal, e ao final, a indicação de suspeita de óbito por asfixia e abuso sexual. Entretanto, após a conclusão dos laudos periciais da Pefoce e com o andamento das diligências policiais, a investigação conduzida pela Delegacia de Combate à Exploração da Criança e do Adolescente (Dececa) concluiu tratar-se de homicídio culposo, descartando com base nos laudos periciais a ocorrência de violência sexual contra a criança”
A eportagem apurou que os suspeitos estão detidos em celas separadas, na Unidade Prisional de Triagem e Observação Criminológica, localizada no Complexo Penitenciário de Aquiraz, Região Metropolitana de Fortaleza.
Nesta sexta-feira (17), o pai da menina prestou depoimento na Delegacia de Combate à Exploração da Criança e do Adolescente (Dceca). Advogados de ambas as partes também estiveram na unidade policial.
Fonte: DN






