A taxa de consumidores endividados em Fortaleza foi de 71,4% em abril de 2026. O valor representa o alto índice de endividamento da população da capital e evidencia que mais de 7 a cada 10 consumidores estão endividados.

Os dados são da pesquisa Perfil do Endividamento do Consumidor em Fortaleza, realizada pelo Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento do Ceará (IPDC) da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Ceará (Fecomércio-CE).

De acordo com a federação, mesmo que o cenário observado na capital cearense sugira um nível de endividamento estável, é observada uma deterioração na sua qualidade, “refletindo maior dificuldade das famílias em equilibrar o orçamento”.

A pesquisa mostrou, assim, que há sinais de maior pressão sobre o orçamento das famílias.

O percentual de consumidores com contas em atraso e a taxa de inadimplência potencial, por exemplo, subiu para 22,2%, com alta de 2,3 p.p. em relação ao mês anterior (19,9%) e de 3,6 p.p. na comparação com abril de 2025 (18,6%), e para 10,6%, acima dos 10% registrados em março e dos 9,7% observados no mesmo período do ano passado, respectivamente.

O comprometimento da renda, por sua vez, também apresentou crescimento, alcançando 42,8%, 0,9 p.p. maior que o registrado em março de 2026 (41,9%).

Nesse contexto, o cartão de crédito apareceu como a principal modalidade de endividamento, citado por 79,5% dos entrevistados, o segundo mais falado foi financiamento (15,3%) e o terceiro foi empréstimos pessoais (12,1%).

O uso do crédito, entretanto, segundo o levantamento, foi mais voltado à manutenção do consumo básico. Os gastos foram em itens de alimentação (61%), vestuário (25,4%), aluguel (24,8%) e saúde (24,1%), por exemplo.

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