A Assembleia Geral emergencial dos policiais penais foi realizada na tarde desta sexta-feira (27), no quarto dia de acampamento em frente ao Palácio da Abolição, em Fortaleza. O encontro reuniu a categoria em um momento considerado decisivo para o movimento, que cobra respostas concretas do Governo do Estado diante de reivindicações históricas ainda não atendidas.

Entre os principais pontos de pauta estão a implementação do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) e a nomeação dos 834 candidatos aprovados no último concurso público, considerada importante para a recomposição do efetivo e melhoria das condições de trabalho. A mobilização ocorre em meio a um cenário de sobrecarga nas unidades prisionais, fortemente dependentes da adesão voluntária às horas extras para manter o funcionamento das unidades prisionais.

Durante a assembleia, a categoria deliberou que aguarda até o dia 1º de abril o envio das propostas à Assembleia Legislativa. Caso não haja o encaminhamento do PCCS nem o chamamento dos novos policiais penais, foi aprovada a realização do chamado “abril sem extra”, medida que prevê a suspensão da adesão às jornadas extraordinárias, o que pode impactar diretamente o funcionamento dos presídios.

Também ficou definido que o acampamento será mantido até o dia 1º de abril, quando a mobilização será encerrada com a realização de uma carreata com destino à Assembleia Legislativa, onde está previsto um grande ato público e articulações com parlamentares em busca de apoio às reivindicações da categoria.

Segundo a presidente do sindicato, Joélia Silveira, o movimento é resultado de um longo processo de tentativas frustradas de diálogo com o governo. “Ao longo desse período de negociação com a atual gestão, já foram dezenas de solicitações junto a diversas secretarias, mas até agora nada de concreto foi apresentado”, afirmou. Diante desse cenário, a categoria reforça que seguirá mobilizada até que haja avanços efetivos nas pautas reivindicadas.

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