Um grupo formado por empresários teve a prisão preventiva revogada pela Justiça do Ceará e passou a ser monitorado por tornozeleira eletrônica. Os suspeitos foram presos no decorrer de uma investigação para desarticular esquema de ‘streamings piratas’.

Um grupo formado por empresários teve a prisão preventiva revogada pela Justiça do Ceará e passou a ser monitorado por tornozeleira eletrônica. Os suspeitos foram presos no decorrer de uma investigação para desarticular esquema de ‘streamings piratas’.

Lucas Rodrigues Rocha, Rafael Victor Gomes Rodrigues e José George Rodrigues de Araújo são investigados, em tese, pela “prática dos crimes de integrar organização criminosa, violação de direito autoral e lavagem de dinheiro, após envolvimento com operadores de plataformas de streaming”.

A operação contra o grupo que não é ligado à facção foi deflagrada no dia 18 de novembro de 2025. Conforme decisão obtida pela reportagem, os juízes da Vara de Delitos de Organizações Criminosas decidiram revogar as prisões preventivas dos suspeitos por entender que os crimes “não foram praticados mediante o uso de violência ou grave ameaça”.

SERVIÇO CLANDESTINO

Em documentos que a reportagem teve acesso consta que “tais plataformas atuavam como verdadeiros serviços clandestinos de TV por assinatura, ofertando filmes, séries e canais de televisão sem autorização dos respectivos titulares de direitos autorais e em desacordo com a legislação setorial”.

“Já a comercialização dos pacotes era feita mediante estruturas de pagamento online, com o uso de serviços de checkout, gateways e transferências via Pix, o que permitia a movimentação contínua de valores”, conforme a investigação.

Há suspeita de que George ocupava posição de destaque no núcleo financeiro da organização criminosa, “sendo o principal responsável pela engenharia de dissimulação e lavagem dos valores provenientes da pirataria digital”.

“A investigação identificou áudio de sua autoria no qual descreve, com notável detalhamento técnico, um roteiro transacional cuidadosamente elaborado para inviabilizar o rastreamento dos recursos ilícitos, demonstrando profundo conhecimento das dinâmicas do mercado de criptoativos”, diz outro trecho de documentos obtidos pela reportagem.

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