A Câmara dos Deputados derrubou nesta quarta-feira (8) a Medida Provisória 1.303/25, considerada fundamental pelo governo Lula (PT) para fechar as contas do próximo ano. Os parlamentares não chegaram a analisar o mérito da proposta, pois aprovaram um requerimento de retirada de pauta. Foram 251 votos pela retirada de pauta e 193 contra. Como o texto perde a validade às 23h59, a MP não será analisada pelo Senado. Dos 22 deputados federais cearenses, somente 8 votaram pela derrubada da proposta, outros 10 votaram pelo aumento de impostos.

Os deputados federais AJ Albuquerque (PP), André Fernandes (PL), Dayany Bittencourt (União Brasil), Dr. Jaziel (PL), Júnior Mano (PSB), Luiz Gastão (PSD), Matheus Noronha (PL) e Moses Rodrigues (União Brasil) votaram contra o aumento de impostos, proposto pelo governo Lula nessa medida provisória.

Já os deputados André Figueiredo (PDT), Célio Studart (PSD), Domingos Neto (PSD), Enfermeira Ana Paula (Podemos), José Airton (PT), José Guimarães (PT), Leônidas Cristino (PDT), Nelinho Freitas (MDB), Robério Monteiro (PDT) e Yury do Paredão (MDB) votaram a favor da MP, que foi derrotado pela maioria.

A proposta foi editada em junho com o objetivo de elevar tributos para compensar o recuo do decreto de maio sobre o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). O governo fez uma série de concessões para conseguir colocar o relatório do deputado Carlos Zarattini (PT-SP) em votação nesta terça-feira (7).

A comissão mista aprovou o texto por apenas um voto de diferença: por 13 votos a 12. Inicialmente, a arrecadação era estimada em R$ 35 bilhões, mas caiu para R$ 17 bilhões após as mudanças.

Tarcísio negou qualquer articulação nos bastidores contra a MP. “Estou muito focado nos problemas aqui de SP”, disse o governador à coluna de Mônica Bergamo, na Folha de S. Paulo. O PP e o União formaram uma federação e exigiram o desembarque de seus filiados do governo.

COMENTAR