Com gritos como “Evandro Leitão respeita a educação”, os professores da rede municipal de Fortaleza deflagraram uma paralisação de 3 dias, e que deve impactar cerca de 235 mil alunos do ensino público, mostra também o descontentamento com o prefeito do PT, em menos de 1 ano de gestão.
A iniciativa da categoria é uma reação contra a reforma administrativa em tramitação no Congresso Nacional. Professores também temem ajuste fiscal que pode gerar cortes aos reajustes anuais dos servidores e danos aos planos de cargos e carreiras.
Em entrevista ao O POVO, a presidente do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação do Ceará (Sindiute), Ana Cristina, não descartou possibilidade de greve geral nacional, em caso de aprovação da reforma.
Segundo a presidente do Sindiute, a paralisação é uma forma de pressão máxima para diálogo. Nesse sentindo, garantiu que houve audiência da categoria com a Prefeitura para reduzir impactos dessa reforma.
“Essa ameaça ataca o povo brasileiro na questão dos usuários do serviço público e destrói os direitos da carreira, redução salarial, retira concurso dos servidores públicos”, elencou.
De acordo com Ana Cristina, direitos, como licença-prêmio, podem ser penalizados com a reforma.
“A dinâmica do Congresso atormenta o País, porque todo dia é uma bomba, um ataque a alguém. É tudo inesperado e que não tem como um trabalhador estar concentrado nas suas atividades laborais numa conjuntura de não confiar no Congresso, que deveria ser a casa do povo […] Quem determina essa paralisação é o Congresso Nacional”, definiu.
Em mais uma ação da causa, servidores (federais, estaduais e municipais) planejam marcha da Praça da Imprensa Chanceler Edson Queiroz, em direção à Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece), no bairro Dionísio Torres, na Capital, a partir das 8 horas desta quinta-feira, 9.
Em nota enviada ao O POVO, a Secretaria Municipal de Educação (SME) lamentou a decisão do Sindicato. Afirmou que as escolas fortalezenses seguirão abertas nos três dias programados para a paralisação, cumprindo determinação da SME.
“Nenhuma categoria foi tão contemplada pela nova gestão da Prefeitura de Fortaleza quanto o magistério, mesmo em meio a um cenário econômico delicado no orçamento recebido da gestão anterior”, garantiu.
Fonte: O Povo






