Dos 27 governadores, 9 se posicionaram em seus perfis nas redes sociais e criticaram a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por tentativa de golpe de Estado. A sentença, definida em julgamento no STF (Supremo Tribunal Federal) na 5ª feira (12), foi de 27 anos e 3 meses. Entre os governadores que apoiaram o ex-presidente estão Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), Ronaldo Caiado (União Brasil-GO), Romeu Zema (Novo-MG), Ratinho Junior (PSD-PR), Claudio Castro (PL-RJ), Wilson Lima (União Brasil – AM), Eduardo Riedel (PP-MS), Mauro Mendes (União Brasil-MT) e Jorginho Melo (PL-SC).

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), afirmou que o resultado do julgamento “já era conhecido” antes da sentença e que Bolsonaro foi condenado sem provas. “Se não se pode transigir com a impunidade, também não se pode desprezar o princípio da presunção da inocência, condenando sem provas. […] Bolsonaro e os demais estão sendo vítimas de uma sentença injusta e com penas desproporcionais”, declarou.

Pré-candidato a presidente da República em 2026, o governador goiano Ronaldo Caiado (União Brasil-GO) também afirmou que a condenação de Bolsonaro já havia sido “antecipada” pelo STF. “Primeiro, quando lhe foi negado o direito de se defender publicamente; depois, quando até o seu direito de ir e vir foi restringido”, apontou.

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo-MG) – que também lançou a pré-candidatura presidencial – comparou o julgamento de Bolsonaro à inquisição. O mineiro não falou sobre o processo de anistia, mas já defendeu o projeto de lei em benefício dos condenados pelo 8 de janeiro e do ex-presidente da República. “A condenação de Bolsonaro pela Primeira Turma do STF acirra a divisão do país, e não é disso que precisamos”, disse Zema, que participou da manifestação na avenida Paulista no último feriado da Independência.

O governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD-PR), disse que a população não está feliz com a “perseguição a um ex-presidente” e prestou solidariedade a Bolsonaro e à família após a condenação no STF. “O Brasil precisa ser pacificado, e isso passa também pelo fortalecimento das nossas instituições, que devem atuar com equilíbrio e pautadas pelo Estado Democrático de Direito. O povo brasileiro não pode ficar refém de dogmas”, declarou Ratinho Junior, considerado presidenciável pelo PSD, junto com o governador gaúcho Eduardo Leite.

Aliado e correligionário de Bolsonaro, o governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL-SC), cobrou que o projeto de lei pela anistia seja votado no Congresso Nacional após a condenação “sem provas” do ex-presidente. “Um réu condenado antes mesmo do seu julgamento. É urgente que o Congresso vote pela anistia. Que a direita se una e que possamos recuperar o rumo de nosso país”, declarou.

O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL-RJ), também lamentou a condenação do aliado político. “Um dia infeliz que jamais será esquecido pelos brasileiros. A decisão acirra as tensões políticas nacionais e aprofunda a divisão entre os brasileiros.”

Já o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, não se manifestou sobre a condenação de Bolsonaro. Na última manifestação sobre o tema, no dia 3 de setembro, o gaúcho afirmou ser contrário à anistia e disse que apoia o governador Tarcísio de Freitas em outras posições políticas.

COMENTAR