O Centro Regional Integrado de Oncologia (CRIO) aponta falta de recursos suficientes para tratamento de todos os pacientes atendidos na instituição, afetando diretamente mais de 600 pessoas diagnosticadas com câncer. Segundo o CRIO, os repasses são insuficientes para o início e continuidade dos tratamentos de quimioterapia e radioterapia pelo SUS, impactando pacientes já planejados, prescritos e com todos os exames da linha de cuidado realizados, que estão em fila de espera para dar início ao tratamento.
“Nosso esforço não foi suficiente para aguardar uma solução da gestão pública e, a partir desta data, infelizmente, deixaremos de atender os pacientes que estão em tratamento, bem como os iniciais, por falta de recurso”, informou o CRIO em ofício no mês passado.
Ainda no documento, a instituição afirma que o atual teto financeiro se esgota logo no início de cada mês, sendo necessária a solicitação com urgência um aditivo contratual no valor de R$ 800 mil “para assegurar a continuidade do atendimento oncológico à população”.
Conforme explicou a coordenadora de atendimento do CRIO, Monique Lima, a verba repassada pela Prefeitura de Fortaleza é insuficiente para a demanda diária de atendimento. “Na gestão anterior, foi reduzido nosso teto financeiro. Agora, a gente está pleiteando o aumento desse teto para que possamos custear o tratamento desses pacientes”, detalha.
O Ministério Público do Ceará (MPCE) determinou, no último dia 8, que a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) se manifeste sobre a denúncia e a possibilidade de aditivo contratual com o CRIO.
Em nota, a SMS informou que já foram repassados mais de R$ 22 milhões ao CRIO em 2025, “incluindo pagamento de dívidas da gestão anterior”. A pasta também disse que adere ao programa federal Agora Tem Especialistas, que prevê o credenciamento de clínicas, hospitais filantrópicos e privados para ampliar o acesso da população a consultas, exames e cirurgias, sendo uma das áreas prioritárias a oncologia.





