O Governo da Argentina anunciou, no final de semana passada, que eliminou mais de 50 mil cargos públicos desde a posse do presidente Javier Milei. A medida, segundo as autoridades, faz parte da política de ajuste fiscal e representa uma economia anual estimada em US$ 2 bilhões aos cofres públicos. O dado foi revelado pelo ministro da Desregulação e Transformação do Estado, Federico Sturzenegger, durante congresso do partido Liberdade Avança. “Em maio superamos as 50 mil desvinculações desde que Javier [Milei] chegou ao governo, sem impactar significativamente os serviços prestados”, declarou. Ele também afirmou que muitos desses cargos “infelizmente não possuíam real utilidade”.
Segundo gráfico divulgado pelo ministério, entre dezembro de 2023 e maio de 2025 foram extintos 50.591 postos: 29.499 na administração pública, 15.592 em empresas estatais e 5.500 nas forças armadas e de segurança.
Nas redes sociais, Sturzenegger reforçou o discurso do governo ao escrever: “Continua a motosserra. Cada peso que o Estado economiza é um peso a menos tirado do bolso dos cidadãos”.
Apesar da economia nas contas públicas, o corte em massa tem sido alvo de duras críticas por parte de sindicatos e entidades de classe. A Associação de Trabalhadores do Estado (ATE) afirma que as demissões comprometem serviços essenciais à população.
“A redução de pessoal compromete áreas vitais como o serviço de vacinas, o Instituto Nacional do Câncer e o atendimento em hospitais”, alertou Rodolfo Aguiar, secretário-geral da ATE.





