Uma pesquisa Datafolha recente apontou que 75% dos brasileiros acreditam que os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) exercem poder excessivo. Além disso, o levantamento indicou que 55% dos brasileiros creem no envolvimento de ministros do STF no caso Banco Master, que gerou grande repercussão e levantou questionamentos sobre a conduta de membros do judiciário.

Os dados foram coletados em um momento de crise inédita para o STF, refletindo uma visão ambivalente da população sobre a instituição. Os resultados da pesquisa sublinham a complexidade da relação entre a sociedade brasileira e o Poder Judiciário, evidenciando tanto a preocupação com o escopo da atuação do Supremo e sua integridade, quanto o reconhecimento de seu papel fundamental no sistema democrático.

A pesquisa também estabeleceu um “índice de avaliação”, calculado pela subtração da taxa de “ruim/péssimo” da taxa de “ótimo/bom” entre aqueles que afirmam conhecer o respectivo ministro.

Neste quesito, Mendonça lidera com o melhor índice de avaliação, de 26, registrando 39% de “ótimo/bom” contra apenas 13% de “ruim/péssimo”.

A ministra Cármen Lúcia ocupa o segundo lugar com um índice de 17, apresentando a maior aprovação individual (42% de “ótimo/bom”). O ministro Luiz Fux também mantém saldo positivo, com índice 7.

Apesar de ser o mais conhecido entre os integrantes da Corte, Alexandre de Moraes possui um índice de avaliação negativo de -8, reflexo de 41% de avaliações “ruim/péssimo” frente a 33% de “ótimo/bom”.

Dias Toffoli, que apresenta o menor índice da lista (-16), com 35% de reprovação. Já o decano Gilmar Mendes tem índice de -12. Os ministros Cristiano Zanin, Nunes Marques e Flávio Dino atingiram o índice de -4.

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