A câmara municipal de Fortaleza está se debruçando sobre o plano diretor da cidade, que vem sendo alvo de muitas críticas, uma emenda protocolada por 34 vereadores chamou a atenção, em apenas um artigo, oito áreas são excluídas da proteção ambiental. O artigo 49 na “superemenda” altera projeto de lei complementar permitindo a exclusão de poligonais classificados como Zona de Proteção Ambiental 1 (ZPA 1), ao longo de 43 páginas com as coordenadas.
O vereador Gabriel Biologia (PSOL-CE) fez diversas críticas ao projeto dizendo que é um desrespeito ao código florestal Brasileiro. “Retirar mais de duas dezenas de zonas de preservação ambiental, mas de vinte zonas de florestas preservadas, de área de alagadiço, de mangue, áreas que reduzem a temperatura da cidade, que reduzem os alagamentos, quem vai pagar essa conta é a população, que vai ta daqui 2 a 3 meses sofrendo com alagamento, com enchente, com desmoronamento de casa, e essa a população que vai pagar a conta se essa emenda for aprovada”, afirmou o parlamentar em discurso na tribuna da Câmara Municipal.
Na mesma linha, Adriana Gerônimo classificou o emendão como “retrocesso gigantesco” descaracterizando o Plano Diretor aprovado na Conferência da Cidade.
Ela afirmou que o presidente da CMFor, Leo Couto (PSB), reuniu-se com representantes da construção civil, mas não com o campo popular. Adriana rebateu a fala do vereador de que a superemenda seja equilibrada.
“O presidente Leo Couto não recebeu o campo popular, mas recebeu o Sinduscon (Sindicato da Indústria da Construção Civil de Grandes Estruturas), então o equilíbrio pra ele é que o mercado imobiliário tenha mais condições de construir e não vão construir habitações de interesse social, vão continuar construindo superprédio”, disse.
“É uma vergonha o Plano Diretor que vai ser aprovado aqui na Câmara. O mercado imobiliário com tudo e as pessoas mais pobres sem nada”, completou Adriana.







