O Tribunal de Contas da União (TCU) concluiu que o Plano Plurianual (PPA) de 2025 do governo Lula teve desempenho abaixo do planejado, com os piores resultados concentrados nas áreas de Saúde e no Novo PAC. Segundo o relatório técnico da Corte, falhas de planejamento, entraves operacionais e a falta de orçamento travaram o avanço do cronograma.
Na Saúde, apenas 16,7% das metas específicas foram atingidas. O programa de Atenção Primária falhou em todos os quatro objetivos estipulados, enquanto a Atenção Especializada cumpriu apenas uma de cinco metas, apesar de ambas as frentes somarem R$ 163 bilhões em dotação orçamentária – o equivalente a 63% de toda a verba destinada ao setor.
O Novo PAC registrou o pior desempenho em entregas do plano, com índice de sucesso de apenas 23,1%, o que representa metade da média geral do governo (44,8%). O setor de Transporte Rodoviário, que concentrava o maior volume de projetos e contava com R$ 12,5 bilhões autorizados no orçamento, executou integralmente somente 20% do cronograma previsto.
Na educação, área que até abril era liderada pelo senador Camilo Santana, apesar de 98% dos recursos de investimento terem sido empenhados, apenas 35% foram efetivamente liquidados em 2025. O TCU atribuiu o resultado à aprovação tardia da LOA e a limitações operacionais na execução. Como exemplo, o Programa de Educação Profissional e Tecnológica teve R$ 4,51 bilhões empenhados, mas somente R$ 3,23 bilhões liquidados.
Para justificar o baixo desempenho das entregas, os gestores apontaram restrições em 50,8% das metas. A insuficiência orçamentária o motivo mais frequente (19,3%), além de falhas de implementação, metas mal calibradas e restrição de pessoal.





