Os detalhes dos pagamentos aparecem em representações da PF que embasaram a abertura de três inquéritos envolvendo Lulinha. Dois deles estão sob a relatoria do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), enquanto o terceiro é relatado pelo ministro Flávio Dino.
Roberta também manteve negócios com o lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, apontado nas investigações como um dos operadores de um esquema que teria causado um rombo bilionário na Previdência Social. Ambos são investigados no âmbito da Operação Sem Desconto, da PF, e em inquéritos que apuram suspeitas de corrupção e tráfico de influência.
A PF suspeita que Roberta tenha comprado joias, oferecido presentes e pago despesas de Marcola para ampliar seu acesso e preservar sua influência no núcleo do governo Lula. Segundo as investigações, ela teria sido contratada por empresários interessados em obter acesso e influência no governo, inclusive por meio de Lulinha. Entre os empresários investigados está Antonio Carlos Camilo Antunes.
Marcola era considerado um homem de confiança de Lula e tinha acesso direto ao gabinete presidencial. Ele foi exonerado do cargo no Palácio do Planalto em julho. À época, a justificativa oficial foi de que deixaria o governo para integrar o núcleo de coordenação da campanha de Lula à reeleição.
No início de agosto, porém, após a imprensa revelar os pagamentos feitos por Roberta, Marcola também deixou a campanha.